quarta-feira, 8 de junho de 2011

Juíza condena pai acusado de estuprar a própria filha

A juíza da 10ª Vara Criminal de Goiânia, Placidina Pires, condenou A.T.S. a 14 anos de reclusão, em regime inicialmente fechado, pelo estupro de sua própria filha. De acordo com os autos, o acusado abusou da criança durante cinco anos, de 2003 a 2009. Segundo o depoimento da vítima, o pai a molestava geralmente a noite, quando sua mãe se ausentava de casa para ir à igreja. A menina declarou que tinha medo do acusado pois ele era muito agressivo e já havia agredido sua mãe anteriormente. No dia 5 de julho de 2009, a filha, cansada dos abusos, contou tudo para sua mãe. No entanto, A. negou a autoria do crime e afirmou que as declarações da vítima eram confusas e contraditórias. A menina passou por diversos testes, como teste de inteligência não verbal, teste de atenção concentrada; teste gráfico projetivo de personalidade, e o teste projetivo de personalidade - o psicodiagnóstico Rorschach. A equipe que a analisou concluiu que os conflitos apresentados pela vítima configuram perfil compatível com o de pessoa que já sofreu abuso sexual, desfazendo a declaração do acusado de que a vítima teria inventado o abuso. “Trata-se de uma pessoa que sabe o que está dizendo, com uma percepção objetiva da realidade crítica”, afirmou o psicólogo. O acusado foi submetido aos testes. De acordo com a juíza, a avaliação psicológica constatou “personalidade semelhante aos descritos em indivíduos que cometem crimes de natureza sexual e, consequentemente, colocam o periciando mais propenso que outros indivíduos a envolver-se em comportamentos sexuais inadequados com crianças ou adolescentes”. Placidina determinou ainda a perda do exercício familiar do acusado.

FONTE TJGO

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