terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Narcotraficantes são condenados por crime com requintes de crueldade

Dois dos quatro denunciados pelo Ministério Público Estadual (MPE) por homicídio triplamente qualificado praticado contra o garçom Ruy Alberi de Castro Filho foram condenados na noite da última terça-feira (10.01), no município de Cáceres, pelo Tribunal do Júri. Foram julgados os réus Ademilson Domingos Tazzo e Joilson Gonçalo Barbosa, que foram condenados a 14 anos e seis meses e 14 anos de reclusão, respectivamente. O crime ocorreu em julho de 2008, na região do distrito do Caramujo, cerca de 30 km de Cáceres. De acordo com o promotor de Justiça Samuel Frungilo, o policial civil Joel Almeida também foi denunciado pelo crime e será julgado em breve. O outro acusado Alberto Gouvea Nunes está foragido. “O crime teve grande repercussão na região pelos requintes de crueldade utilizados pelos réus. O Tribunal do Júri acatou a tese do Ministério Público e condenou os réus por homicídio triplamente qualificado, caracterizado por motivo torpe, meio cruel e utilização de recurso que impossibilitou a defesa da vítima”, disse ele, que atua na Promotoria de Justiça de Cáceres. Consta na denúncia do Ministério Público que o policial civil sequestrou a vítima em sua casa, no bairro Cohab Nova, para uma suposta averiguação policial e, dias depois, seu corpo foi localizado em um riacho, afluente do rio Padre Inácio, por moradores da região. O garçom teve as mãos e os pés amarrados a uma peça de caminhão (virabrequim), com peso aproximado de 60 quilos. Segundo inquérito da Polícia Civil, a vítima teria ficado responsável pela revenda de cerca de 90 kg de cocaína, recebidos em troca de duas aeronaves, roubadas em 2007, no município de Mirassol d´Oeste e levadas para a Bolívia. Um dos aviões era de propriedade de Ademilson Tazzo e o outro pertencia à facção criminosa de São Paulo. Conforme as investigações, Tazzo era responsável pela organização criminosa na fronteira. A Polícia Civil concluiu que Joel levou a vítima para Ademilson Tazzo e seus dois comparsas Joilson Gonçalo Barbosa e Alberto Gouvea Nunes. Após ser torturado, o garçom foi lançado com vida dentro do rio.

FONTE MP-MT

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